SEMPRE O NORTE DE MINAS

 

SEMPRE O NORTE DE MINAS
*Jamil Curi
 
            O Norte de Minas é alvejado toda vez que o desenvolvimento bate em sua porta. Foi só iniciar os processos de exploração de suas riquezas minerais que as notícias e indagações obscuras viessem à tona, através dos noticiários negativistas que gostam de aparecer sempre com os comentários maledicentes, providos de fértil imaginação, criando itens adversos aos propósitos do progresso. O texto é sempre farto em “e se” e “não” e aí o estigma da dúvida encarde o julgamento dos leitores como uma virose desconfortável.
Principalmente, durante o despertar da era do minério de ferro, aflorado na região de Rio Pardo, Salinas, Grão Mogol e outros municípios. Com investimento na ordem de um bilhão de reais em prospecção, aquisição, sondagem e projeto executivo, de viabilidade técnica/econômica e financeira, o que garante a irreversibilidade da sua implantação, cujo investimento final é de aproximadamente sete bilhões de reais.
Portanto, o nosso minério é economicamente viável e está em estágio muito mais avançado que as chances do gás e petróleo, ainda em fase de prospecção. A área que contem o minério é extensa e de cerca de duzentos mil hectares e seria um local economicamente inviável para outros investimentos. Além dos comentários sem propósitos e leigos sobre o assunto, agora o Ministério Público Estadual articula um cerco a estas mineradoras que iniciam suas atividades no Norte de Minas.
 Para o resto do Estado e do País, gigantes escavadeiras das grandes empresas avançam nas céleres escavações e minerodutos implantados dentro do projeto logístico do transporte. Porém, o foco das maledicências é o Norte de Minas, que não pode crescer com ousadia. O projeto do minério é a esperança de construção de um novo polo econômico, abrindo novas oportunidades de emprego e investimento em empresas satélites de apoio à grande âncora mineraria, tanto na área de indústria como comércio e serviços.
 Sempre percebo resmungos de cidadãos, de grupos da sociedade política e/ou privada, reuniões sem o devido preparo para o setor, nas quais não há propósitos para soluções e sim para dúvidas. O mineroduto virou sinônimo de um ladrão de água e a viabilidade do transporte do minério à Costa da Bahia é uma “tragédia” para os incautos. O principal argumento é o gasto de nossa água, água que já não temos. Pergunto: Se a mineração não se implantar, o problema da água na região está resolvido?
Há anos lutamos desesperadamente pela conclusão das barragens de Berizal, Vacaria, Jequitaí, Congonhas e cumprimento de outras promessas. Tenho a certeza de que os mineradores serão os nossos maiores parceiros para equacionar esses problemas em relação a água, afinal, elas são as mais ávidas pelas soluções do problema hídrico na região. Irapé tem água represada com capacidade de 54% de outorga, ou seja, este volume passa pelo vertedouro e vai ao mar. A mineração nas áreas de Grão Mogol aproveitará 14% desta outorga e ainda sobrarão 40%. É preferível e sensato que, juntos, fiquemos na posição de defesa contra os despropósitos dos nossos dificultadores externos.
 
*Jamil Habib Curi é empresário do ramo da construção pesada; presidente da Câmara de Comércio Líbano-brasileira; foi presidente da Associação Comercial Industrial e de Serviços de Montes Claros, Diretor do INDI – Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais.
Norte de Minas cobra recuperação da BR 251
Norte de Minas cobra recuperação da BR 251
 
O Norte de Minas iniciou mobilização para cobrar a  recuperação e duplicação da BR 251, uma das principais rodovias de Minas Gerais, que está praticamente intransitável no trecho entre Montes Claros a Rodovia Rio-Bahia. A rodovia completa 30 anos de construção e está com a vida útil acabada. As chuvas que ocorrem no Norte de Minas pioraram a situação caótica da rodovia.
A Agência de Desenvolvimento da Região Norte de Minas apóia a mobilização iniciada pela Associação dos Municípios da Bacia do Médio São Francisco (AMMESF). Nesta segunda-feira, 16 de janeiro, haverá protesto, com interdição da rodovia. De imediato, esta campanha pretende sensibilizar o Governo para, em caráter emergencial, fazer uma operação Tapa-Buracos e posteriormente, duplicar a rodovia em trechos críticos.
O presidente da AMMESF, Reinaldo Landulfo Teixeira explica que a BR 251 apresenta uma média de 10 mil veículos/dia trafegando no trecho Montes Claros/Rodovia Rio Bahia. Muitos motoristas a usam por entenderem ser a melhor opção  na interligação Nordeste/Sudeste, pois fogem das curvas sinuosas da Rodovia Fernão Dias, além dos pedágios. Uma pesquisa realizada pelo 55º Batalhão do Exército, no período de 23 a 30 de setembro mostrou um fluxo médio de 8.900 veículos/dia.
Desde o mês de agosto que a BR 251 apresentava buracos em alguns trechos. Mas a situação se agravou com a chegada do período chuvoso, a partir de novembro, pois os danos cresceram. O levantamento realizado pela AMMESF no dia 5 de janeiro aponta 34 pontos com buracos que comprometem o fluxo de veículos, sendo oito destes pontos em situação intransitável.
Os levantamentos realizados junto aos moradores das áreas apontam uma queda de no mínimo 30% dos veículos que deixaram de circular pela rodovia por causa da precariedade. Isto equivale a 3.000 veículos e a consequência direta é a queda de movimento econômico em toda cadeia produtiva, desde postos de combustíveis, restaurantes, rede hoteleira, borracharias, peças automotivas etc. Muitos motoristas estão desviando para a MGT 122, passando por Janaúba e depois por Guanambi, chegando a Vitória da Conquista. O grave é que a MGT 122 não foi construída para receber este fluxo de veículos de cargas.
O DNIT anunciou para o presidente da AMMESF, Reinaldo Landulfo Teixeira, que tem verbas apenas para tapa-buracos nos trechos Montes Claros-Francisco Sá e Salinas-Rio-Bahia, O trecho Francisco Sá-Salinas, que é o mais crítico, está com a licitação pendente. Porém, o processo de duplicação ainda não foi aprovado pelo DNIT e nem tem perspectivas políticas de ser executado.
Todas as entidades da região, como ACI, Arquidiocese de Montes Claros, CDL, FIEMG-Norte, Adenor, Sindicato do Comércio Varejista, Sociedade Rural, Associação dos Sindicatos Rurais, OAB, Sest/Senat, Sindinor, Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros, Sindicato dos Trabalhadores, AMMESF, AMAMS, AMM-Núcleo Norte de Minas, AVAMS, AVEMSF, Câmara Municipal, Maçonaria, Lions e Rotary se unem para a mobilização a fim de cobrar uma solução. O protesto será realizado na BR 251, em frente ao Bonjuá, com duração máxima de duas horas, visando chamar a atenção do Governo Federal e especialmente do DNIT para resolver, em caráter emergencial, a situação dos buracos nos pontos críticos e também implantar o projeto de duplicação da rodovia em trechos mais perigosos. 
Os dados da PRF mostram que em 2009 foram registrados 349 acidentes na BR 251, com 294 pessoas feridas e 37 mortes. No ano de 2010, foram 542 acidentes, com 353 feridos e 58 mortes. Com a cobrança de pedágios na Fernão Dias, os caminhoneiros migraram para a rodovia e com isto, cresceu a quantidade de acidentes e mortes. A  proposta, segundo a AMMESF é que depois do protesto na rodovia, visando  sensibilizar da comunidade e  chamar a atenção do Governo, é pedir uma audiência à Presidente Dilma Rousseff e ao ministro Paulo Sérgio, dos Transportes, quando uma comitiva com todos presidentes das entidades de classe se farão presentes. 
Movimento pela duplicação da BR 251 paralisa rodovia por quase duas horas

 

Movimento pela duplicação da BR 251 paralisa rodovia por quase duas horas
 
             
O movimento liderado pela Associação de Municípios da Bacia do Médio São Francisco (AMMESF) e com apoio maciço das principais entidades representativas do Norte de Minas, como a ADENOR,  paralisou a rodovia por duas horas, nesse dia 16 de janeiro. A paralisação, que provocou cerca de 50 km de congestionamento, aconteceu no posto fiscal da polícia rodoviária federal, na altura do km 514. Durante o movimento, vários municípios e entidades classistas levaram faixas em protestos às péssimas condições de tráfego da rodovia. Houve também, panfletagem e distribuição de adesivos para os motoristas.
A situação em que se encontra a BR 251, sobretudo no trecho que liga Montes Claros à BR 116, é caótica, buracos, lombadas e desníveis na pista, a tornam praticamente intransitável. A BR é o segundo maior entroncamento rodoviário do país, por onde passam cerca de 10 mil veículos por dia. Só em 2011, segundo dados da polícia rodoviária federal, foram registrados: 607 acidentes, com 437 feridos e 58 mortes.
            Entidades estão apoiando o movimento, como a ACI, Arquidiocese de Montes Claros, CDL, FIEMG-Norte, Adenor, Sindicato do Comércio Varejista, Sociedade Rural, Associação dos Sindicatos Rurais, OAB, Sest/Senat, Sindinor, Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros, Sindicato dos Trabalhadores, AMMESF, AMAMS, AMM-Núcleo Norte de Minas, AVAMS, AVEMSF, Câmara Municipal, Maçonaria, Lions e Rotary. O objetivo é chamar à atenção dos governos estadual e federal para que inicialmente seja elaborado um projeto executivo e posteriormente a execução das obras de duplicação. 
Reinaldo Landulfo, presidente da AMMESF, diz que “será formada uma comitiva de prefeitos, representantes entidades de classes e de deputados da bancada do norte para uma audiência com o ministro do transportes, com o diretor regional do Dnit e com a presidenta da república para cobrar soluções concretas para duplicar a rodovia”. O custo do projeto está orçado em cerca de R$ 4 milhões. Os deputados: Zé Silva, Gabriel Guimarães, Jairo Ataíde, Bernardo Santana e Márcio Reinaldo se comprometeram em priorizar recursos de emendas de 2012 para custear o projeto, de acordo com Reinaldo, que espera o apoio de todos os deputados votados na região para viabilizar a iniciativa.
O ministro dos transportes, Paulo Passos, anunciou no inicio do deste mês a liberação de mais de R$ 100 milhões para recuperar as estradas federais em Minas Gerais, porém até o momento nenhum valor foi alocado para a BR 251. O motorista Orlandi Pereira de Oliveira, 55 anos, que trafega toda semana pela rodovia apoiou a paralisação e lembrou que “todos os anos são realizados apenas medidas de tapa-buracos, sem resolver o problema, enquanto isso, arriscamos nossas vidas e pedimos a Deus que nos proteja, por que o governo não se importa”.
ADENOR traça Plano Estratégico para 2012/2013
ADENOR traça Plano Estratégico para 2012/2013
 
Depois de dois anos de trabalho, a Agência de Desenvolvimento da Região Norte de Minas reuniu a nova diretoria para revisar o Planejamento Estratégico e validar o Plano de Ação 2012/2013. Entre os produtos e serviços oferecidos pela ADENOR, ganha destaque o site (www.adenormg.com.br) com nova estrutura, otimizando informações para investidores, através do Portal do Norte de Minas.
Elmar Santana, presidente da Agência, diz que “essa versão do Planejamento Estratégico consolida a ADENOR como fonte de consulta inteligente, aproximando o empreendedor de órgãos públicos de fomento, a fim de agregar valor a investimentos e gerar empregos na região”. Ele destaca que “cada emprego formal significa o desenvolvimento sustentável, através da inclusão social. Essa é a meta da Agência para 2012, com o apoio de empresários, que discutem oportunidades, abrindo as portas do norte de Minas para todo o país”.
Além disso, cabe a Agência atrair e dar assistência aos empreendedores; elaborar estudos e pesquisas; elaborar programas e projetos; organizar eventos de capacitação profissional; identificar de fontes alternativas de financiamento, crédito e garantias; representar institucionalmente o norte de Minas; mobilizar o poder público estadual para a representação institucional da região; realizar o marketing regional; elaborar propostas de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento regional e articular sua adoção.
Aloysio Vieira, diretor técnico, afirma que “o momento é oportuno para o norte de Minas, visto que os empresários estão mais receptivos, assim como os órgãos governamentais, ampliando a possibilidade de geração de empregos e renda. Principalmente, porque há boa oferta de competências técnicas, a partir das instituições de ensino e das diferentes demandas entre as microrregiões”.
Em 2012, a ADENOR ganha o apoio de empresas mantenedoras, que além de colaborar diretamente para o desenvolvimento da região, viabilizam recursos para investimentos em projetos e ações voltadas para o fomento empresarial. Entre as empresas mantenedoras, estão a Triama Norte, ConsultPrime, Monvep Caminhões, Monvep Automóveis, além da Cemig,  Sicoob Credinor e a Prefeitura de Capitão Enéas como entidades de apoio institucional. As entidades de apoio e empresas mantenedoras fazem parte do Conselho Operacional da ADENOR, com direito de participar de decisões da entidade referentes a planos de trabalho, estrutura organizacional, orçamentos entre outros.
O prefeito de Capitão Enéas, Reinaldo Landulfo, afirma que “a Agência está madura para agir no combate às dificuldades regionais. Nossa cidade está vivendo um momento especial em relação à economia graças à ação da ADENOR, com a chegada da fábrica Marluvas. Por isso, vamos sempre buscar o apoio de instituições privadas e públicas para atrair investimentos para o norte de Minas”.
 
Legenda: A direção executiva da ADENOR foca nas ações para o biênio 2012/2013
Crédito: Nágila Almeida
Solenidade no Palácio Tiradentes - 12-12-2011 - Barragem de Congonhas e outros investimentos regionais

 

Governo de Minas e Ministério da Integração Nacional assinam protocolo para obra histórica
 
O governador Antonio Anastasia, o ministro da Integração Nacional,Fernando Bezerra, e o secretário de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e do Norte de Minas, Gil Pereira (Sedvan), assinaram nesta segunda-feira (12/12), no Palácio Tiradentes, em Belo Horizonte, protocolo de intenções destinado à elaboração de estudos socioambientais para implantação da Barragem de Congonhas, entre os municípios de Grão Mogol e Itacambira, em ponto de interseção no rio de mesmo nome, distante cerca 84 quilômetros de Montes Claros.
Além da Sedvan, participará dos referidos trabalhos técnicos a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), por meio da Ruralminas.
A construção da Barragem de Congonhas constitui reivindicação histórica de toda a região, que será fundamental para garantir o bastecimento de Montes Claros, em quantidade e qualidade de água, além da revitalização da Bacia do Rio Verde Grande, sub-bacia do Rio São Francisco.
 
Parceria
 
O governador Antonio Anastasia agradeceu ao “dedicado” ministro Fernando Bezerra, a quem referiu-se em seu pronunciamento como amigo de Minas Gerais: “Ele é conhecedor das dificuldades do semiárido brasileiro e da sua porção mineira, tendo sido por isso designado pela presidente Dilma Rousseff a agir em parceria na região. A água é condição básica para um Brasil sem miséria, sendo portanto fundamental a obra da Barragem de Congonhas”, destacou o governador.
“Os prazos técnicos devem agora ser cumpridos com rigor, para garantir agilidade à implantação do projeto”, recomendou Antonio Anastasia, agradecendo também o empenho do secretário Gil Pereira (Sedvan), “responsável direto pelos projeto que envolvem o Grande Norte”.
“De acordo com projeções técnicas, serão beneficiadas mais de 500 mil pessoas distribuídas também nos municípios de Francisco Sá, Janaúba, Juramento, Capitão Enéas, entre outros da região. O projeto prevê a irrigação de aproximadamente cinco mil hectares de área para agricultura, além da criação de pólo turístico em torno do lago a ser formado”, informou o secretário de Estado Gil Pereira (Sedvan).
 
PAC
 
Ao lembrar que a Barragem de Congonhas levará o nome do ex-presidente José Alencar, “ilustre brasileiro nascido em Minas Gerais”, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, informou que a obra está incluída no PAC do Governo Federal: “O aporte inicial para realização dos estudos fundiários e socioambientais será de R$ 6,9 milhões. Mas a previsão é que o projeto receba investimentos totais da ordem de R$ 200 milhões”, afirmou o ministro, enaltecendo o trabalho do governador Antonio Anastasia: "Com seu talento, capacidade administrativa e caráter agregador, sucedeu outro importante governante mineiro, Aécio Neves."
Fernando Bezerra falou sobre a assinatura também nesta segunda-feira do termo de cooperação técnica entre os governos estadual e federal, dentro de programa de universalização da água (Água para Todos).
“Serão liberados mais de R$ 80 milhões entre 2012 e 2014 para ações e sistemas de abastecimento para a população que necessita”.
O ministro da integração ressaltou ainda a atuação da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) na revitalização da Bacia do Velho Chico.
 
Água
 
O objetivo do Água para Todos é a implementação de sistemas de captação, armazenamento e distribuição de água para consumo humano, produção de alimentos e produção agrícola, e a implantação de Sistemas Simplificados de Abastecimento (SSAs), em territórios rurais do Estado.
A ideia é construir, entre 2012 e 2014, seiscentos sistemas simplificados de abastecimento em áreas rurais mineiras, no valor global de R$ 72 milhões, além de construir 200 barreiros, nos quais deverão ser investidos outros R$ 8,6 milhões. O Acordo não envolve transferência de recursos financeiros ou orçamentários.
Foi anunciada, ainda, a conclusão de obras de esgotamento sanitário e a autorização para início de operação do sistema em oito municípios mineiros. Nessas obras foram investidos R$ 38,3 milhões, beneficiando 120 mil pessoas residentes em Doresópolis, Itabirito, Japaraíba, Luz, Papagaios, Piumh-i, Riacho dos Machados e Tiros. Outro anúncio foi da conclusão de obras de aterro sanitário e autorização para início da operação do sistema em Janaúba e Curvelo. Nessas obras foram investidos cerca de R$ 4,63 milhões, beneficiando aproximadamente 139 mil pessoas.
Durante a solenidade, a Codevasf anunciou a execução das obras e serviços relativos ao sistema de esgotamento sanitário no município de Lagoa da Prata. Serão investidos R$ 32,56 milhões, com prazo de término das obras previsto para 810 dias.
 
Barragem de Congonhas
 
Trata-se de obra de especial importância para toda a região sob abrangência da Secretaria de Estado de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e do Norte de Minas (Sedvan), já que o projeto prevê também o seu uso para pesca e irrigação, além da formação de pólo turístico regional. A Barragem de Congonhas ficará localizada, conforme o projeto, entre os municípios de Grão Mogol e Itacambira, mas também farão parte da sua área de influência Cristália e Botumirim. A água captada na Barragem de Congonhas (a ser construída no Rio Congonhas, com capacidade de 1 bilhão de metros cúbicos de água) será levada até a Barragem de Juramento (hoje com capacidade de 45 milhões de metros cúbicos de água), para abastecimento de Montes Claros. A vazão do Rio Congonhas será regularizada, beneficiando o Vale do Jequitinhonha. E também será viabilizada a revitalização do Rio Verde Grande (sub-bacia do São Francisco), com parte da água levada via adução até a Barragem de Juramento.
 
 
 
Governador Antonio Anastasia, ministro da Integração Nacional,
Fernando Bezerra, e secretário de Estado Gil Pereira (Sedvan) assinam
protocolo de intenções para implantação da Barragem de Congonhas, no
Norte de Minas (12-12-2011)
 
 
 
 
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